As informações presentes no relatório nos dão a dimensão dos problemas e dos desafios que temos pela frente, mas a conclusão já é conhecida há tempos: não haverá como continuarmos a produzir alimentos (ou o que for) sem mudarmos a forma de manejar os solos, as águas e a biodiversidade. Simplesmente porque esta forma de manejar os recursos está acabando com eles.
Este relatório e outra publicação da FAO (Save and grow: A policymaker’s guide to the sustainable intensificationof smallholder crop production) apontam uma série de práticas e técnicas que já são adotadas em diversas regiões do mundo, que podem e devem ser replicadas para que possamos utilizar os recursos de forma menos degradante.
Apesar de alarmante, o relatório da FAO traz esperança!
Contudo, basta ler as últimas notícias sobre a alteração do Código Florestal Brasileiro (ou melhor, basta ler na integra o relatório do Senador Jorge Viana, apresentado no último dia 21 de novembro na Comissão de Meio Ambiente do Senado, sobre a alteração do mesmo) para entender que ainda temos um longo caminho pela frente para alcançarmos, em nossas políticas públicas e nas instituições econômicas (que muitas vezes ditam as políticas públicas), o real entendimento do vínculo (para não dizer dependência) entre conservação dos recursos naturais e produção agrícola/florestal.
Só com o entendimento pleno deste vínculo que as medidas de conservação dos recursos naturais poderão ser de fato efetivas e possivelmente suficientes para sustentar a produção agrícola e florestal ao longo do tempo.
Embora o caminho seja longo, não devemos deixar de caminhá-lo!
