Este é a mais elevada concentração de CO2 já registrada, e 30% maior que os níveis atmosféricos de Co2 de 800 mil anos antes da revolução industrial.
Estudos paleoclimáticos (da atmosfera antiga) mostram que a concentração deste gás de efeito estufa varia ao longo do tempo, mas jamais ultrapassou, nos períodos estudados, o limite de 350 partes por milhão, considerado pelos especialistas, o máximo seguro para a humanidade.
Conseqüências:
As conseqüências destes níveis tão elevados de CO2 na atmosfera vão alem do aquecimento global e mudanças climáticas. Acidificação dos oceanos, erosão da biodiversidade, ruptura de ciclos naturais e correntes oceânicas, conturbação política e econômica é o que nos aguarda se não tomarmos medidas para a redução das emissões destes gases.
Riscos e oportunidades para o Brasil:
Nosso país, como grande exportador de commodities agrícolas e retentor de grandes reservas de biodiversidade, será um dos grandes atingidos por um cenário de mudanças climáticas severas. Mudanças nos padrões de chuva podem trazer grandes conseqüências para a agricultura brasileira, e secas intensas na região amazônica, apontadas por simulações climáticas, podem transformar a maior floresta tropical do mundo em uma savana.
Por outro lado o Brasil desponta como uma economia emergente com enorme potencial ambiental. A identificação, qualificação, quantificação, e acima de tudo, precificação dos serviços ecológicos prestados por nós ao mundo, pode apontar um caminho de desenvolvimento mais limpo e “verde“ às nossas atividades de produção.
Conhecer nosso risco ambiental e capital ecológico é vital para o desenvolvimento econômico neste cenário de mudanças.
Clique no mapa para observar a proporção das emissões totais de cada país.
