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Sex, 15 de Julho de 2011 09:16

Taxa do Carbono - Será este o caminho para a busca de uma economia de baixa emissão?

Escrito por  Juliana Muller
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Notícia de destaque dos jornais do último domingo, 10 de julho, informa que a primeira-ministra da Austrália, Julia Gillard, anunciou a criação de um novo imposto, que se aprovado pelo Congresso, obrigará os 500 maiores emissores do país a pagar US$23 pela tonelada do carbono.

A medida anunciada demonstra um posicionamento de vanguarda no que diz respeito ao posicionamento de uma nação para lidar com as questões do aquecimento global. De acordo com Gillard, com esta medida se pretende "reduzir em 160 milhões de toneladas a emissão de gases poluentes até o ano de 2020” (redução de 5% em relação aos níveis de 2000).

Demonstra uma forma de valoração ambiental que entende o meio ambiente como um bem público e que os efeitos negativos gerados pelo funcionamento da economia devem ser compensados à sociedade. A Austrália colocou um valor econômico para as emissões, um “preço para a poluição”.

Como seria se este imposto fosse adotado aqui no Brasil? Como este novo custo seria encarado e absorvido pelas empresas? O que poderia ser feito com o dinheiro arrecadado com esse novo tributo?

Se considerarmos como exemplo apenas aquelas empresas que adotam práticas transparentes com relação a suas emissões de gases efeito estufa e estão listadas no Índice Carbono Eficiente (ICO2) da Bovespa, o governo brasileiro poderia embolsar cerca de R$ 1,8 bilhão - a empresa que está no ICO2 e possui o maior índice de emissão desembolsaria mais de R$ 500 milhões.

A destinação do dinheiro arrecadado com este imposto deveria ser muito bem pensada de forma que a sociedade se sentisse de alguma forma recompensada por todos os danos causados pela alta emissão de gases de efeito estufa.

Investimentos em programas que contribuam para a diminuição das mudanças climáticas, desenvolvimento de tecnologias em energias limpas e para o tratamento das doenças causadas pela exposição ao monóxido de carbono são alguns exemplos de ações que poderiam receber estes recursos e beneficiar a sociedade.

Porém, a grande questão é o quanto este novo custo ambiental será realmente um incentivador para que as empresas repensem as suas atividades e promovam mudanças em suas operações de forma a buscar soluções que tornem mais limpa e eficiente toda sua cadeia de produção.

Desestabilizar o prato financeiro da balança da sustentabilidade pode ajudar a equilibrar os pratos sociais e ambientais.

 

Juliana Müller Bastos

ecosSISTEMAS
Inteligência para Sustentabilidade
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Última modificação em Sex, 15 de Julho de 2011 11:52
Juliana Muller

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