A primeira grande onda foi a utilização de termos como “zero calorias”, “diet” ou “light”, chamando a atenção dos consumidores para a compra de produtos com menor ingestão de açúcares, sódio ou gorduras.
A onda mais recente tem alertado os consumidores para os riscos do colesterol ruim e de problemas cardíacos e assim houve um “boom” na quantidade de produtos que encontramos nas gôndolas dos supermercados com os termos “livre de gorduras trans” ou “zero gorduras trans” (Fiquem atentos! Normalmente o “zero” – que na verdade é 0,2g - refere-se à quantidade de gordura por porção e não ao pacote inteiro de biscoito, por exemplo).
Mas será que os consumidores estão mesmo ligados no que estes termos significam? Conseguem entender as diferenças entre cada produto e escolher aquele menos prejudicial à saúde? Ou estão simplesmente surfando as ondas e sendo fisgados pelos fabricantes?
A minha esperança é que estas duas primeiras ondas possam ajudar a educar os consumidores a analisarem as embalagens e a buscarem mais informações destes fabricantes, para que tenham mais controle daquilo que estão consumindo e também para que estejam prontos para a próxima onda que deve pintar por aqui: o índice de emissão de gases de efeito estufa dos produtos.
Devidamente educados, os consumidores poderão escolher seus produtos, considerando informações sobre quais são aqueles que trazem benefícios à saúde da família e à saúde do planeta (que volta a trazer benefícios à saúde da família).
Alguns países já estão testando essa novidade, entre eles a França. O índice de emissão dos produtos franceses incluirá a quantidade de CO2 emitida desde a concepção, passando pela extração da matéria prima, transporte, produção, embalagem, estocagem, distribuição, até a reciclagem ou descarte dos resíduos, utilizando a metodologia de Análise de Ciclo de Vida do Produto.
A medida adotada por estes países visa incentivar as empresas e seus fornecedores a melhorarem continuamente os seus processos de forma a tornar mais limpa toda sua cadeia produtiva.
Outro foco da medida é promover a conscientização dos consumidores sobre a pegada de carbono de cada produto e inspirar uma mudança no comportamento da população. Ou seja, sabendo a quantidade de CO2 emitida, o consumidor pode optar por um produto de um fabricante menos poluente ou pode cobrar do fabricante uma postura mais sustentável no desenvolvimento de seus produtos.
De acordo com a última pesquisa O Consumidor Brasileiro e a Sustentabilidade do Instituto Akatu, o número de consumidores engajados e conscientes de suas escolhas de consumo em 2010 era de quase 30% da população. Estes 30% da população podem promover mudanças significativas no modo como as empresas se relacionam com sua forma de conceber, produzir e promover o descarte adequando de seus produtos.
Vale a pena conhecer a iniciativa do GoodGuide, um site, onde se pode pesquisar produtos de empresas americanas sob a perspectiva “saudável, ambientalmente correta e socialmente responsável”. A metodologia utilizada por eles analisa o risco que o produto traz para a saúde e ao meio ambiente, analisa todo o ciclo de vida e seus impactos sociais. O resultado é uma nota de
Baixando o aplicativo GoodGuide para o iPhone ou Android o consumidor pode escanear o código de barras de um produto enquanto empurra o carrinho do supermercado e obtém na hora informações da conduta industrial, ambiental e de saúde, como, por exemplo, se a empresa utiliza ingredientes cancerígenos na composição do produto.
O que dizem nossos clientes:
“Como parte de seu Plano de Enfrentamento das Mudanças Climáticas, a PepsiCo Alimentos América do Sul deu início ao inventário de emissões de sua cadeia de produtores agrícolas. Na Argentina,
