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Alexander

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URL do Website: http://www.ecossistemas.net

O termo "Pegada Ecológica" é utilizado com frequência cada vez maior; e geralmente para expressar conceitos diversos. Na maioria das vezes, utiliza-se "Pegada Ecológica" como sinônimo de impacto ambiental.

 

A "Pegada Ecológica", da forma como é preconizada pela Global Footprint Network e pela ecosSISTEMAS, parceira brasileira desta rede no Brasil, responde a uma pergunta científica precisa: Quanto, da capacidade de regeneração da biosfera, é direta e indiretamente utilizado pelos seres humanos, em comparação com a quantidade de recursos disponíveis (Biocapacidade) em escala local e global?

Traduzindo para nossas finanças domésticas, seria o mesmo que perguntar: De minha renda anual; quanto eu gasto com alimentação, moradia, transporte, vestimentas e lazer? Qual é o saldo final de minha conta?

A era da informação é fantástica. Na velocidade de um “click” e no leve movimentar de um dedo, podemos acessar Zetabytes de informação: no ano de 2011, a humanidade produziu 1,9 Zetabytes.  Traduzindo isso para uma unidade mais acessível; 1,9 Zetabytes equivalem a 57.5 bilhões de ipads (cada unidade com um HD de 32 Gigabytes). Com essa quantidade de “ipads” podemos construir uma montanha 238 vezes maior do que o Pão de Açúcar, no Rio de Janeiro.

Ainda assim, as respostas à pergunta que inicia esse texto não são claras.

O título deste post é também título de um livro de Lester Brown que considero leitura obrigatória, e de um documentário especial realizado pela rede de TV americana PBS, na série "Journey to Planet Earth". No documentário, Lester Brown fala sobre as conexões entre as mudanças climáticas e a produção de alimentos, alertando sobre os perigos eminentes da escassez de alimentos por consequência das mudanças climáticas. A crise nos preços de alimentos em 2007 é um claro exemplo. Lester também introduz o conceito de "Estados falidos", como o Haiti, Afeganistão e diversos outros (a lista aumenta anualmente) e lança a pergunta: " Quantos estados falidos precisamos ter para ter uma civilização falida?" Ninguém sabe a resposta.

Sex, 10 de Setembro de 2010 09:35

O que eu faço com essa sacola?


Ontem estava em nosso escritório em São Paulo (The Hub), em reunião com a equipe, discutindo fervorosamente sobre a sustentabilidade dos biocombustíveis, padrões internacionais, emissões de GEE (Gases Causadores de Efeito Estufa) na produção de etanol. Em um momento de pausa, o pessoal da equipe se levantou para esticar as pernas, e eu continuei absorto em minha caixa de e-mails, quando fui timidamente abordado:

- Você trabalha com sustentabilidade?
- Trabalho sim!
-Então me diga uma coisa: O que eu faço com essa sacola?
Enquanto perguntava, a simpática moça levantava com as mãos, à altura dos olhos, uma sacola plástica de cerca de 40 litros, daquelas típicas de lojas de departamentos. Fui pego de surpresa com a pergunta. A princípio, a primeira resposta que me veio à mente, foi reciclagem. Depois fiquei olhando para a moça, com a sacola em mãos e um olhar ansioso por uma resposta que a deixasse tranquila com relação à responsabilidade de suas atitudes. Foi quando tive o momento de epifania, e respondí:

carying-plastic-bags
- Use como uma sacola!

A moça, surpresa com a criatividade da resposta, me olhou com uma expressão que eu interpretei como " minha intenção era me livrar dela, e ao mesmo tempo ficar tranquila com relação à minha responsabilidade ambiental".

Essa pequena estória real, que acontece todo o tempo todos os dias em nossa vida, é apenas um lembrete de que as atitudes sustentáveis geralmente são as mais simples. Uma sacola utilizada como sacola. Uma garrafa utilizada como garrafa.

Fraldas são trajes absorventes vestidos por indivíduos que não tem capacidade de controlar os movimentos de suas bexigas e de seus intestinos. Há muito tempo a humanidade utiliza fraldas,  que podem ser fabricadas com algodão, fibras naturais, ou materiais sintéticos descartáveis. Enquanto fraldas feitas com várias camadas de fibras naturais como algodão podem ser lavadas e reutilizadas, as fraldas elaboradas com materiais sintéticos são utilizadas apenas uma vez e em seguida descartadas.  A escolha por um tipo ou outro de fralda fica por conta dos pais de bebês ou  usuários adultos, e pode passar por uma série de critérios como conveniência, saúde, custo e impactos ambientais.  

Nem sempre houve essa possibilidade de escolha. Que o diga a Sra. Marion Donovan, norte americana nascida no estado de Indiana em 1917 que, cansada da tarefa ingrata e  repetitiva de trocar as fraldas de algodão, lençois e roupas de seu filho pequeno, sentou-se à máquina de costura com um pedaço de cortina de chuveiro e criou a primeira capa plástica para as  fraldas de pano da época. A capa plástica de Marion revolucionou o mercado desse tipo de produto, que contava apenas com um tipo de cobertura de borracha que causava irritações e assaduras na pele dos bebês.