Errando o Alvo - Porque campanhas criativas e divertidas podem não ter efeito sobre a escassez de água.
Em uma recente reunião estratégica multidisciplinar para um de nossos clientes, meu colega de quarto, da área de comunicação, ciente que sou contador ambiental, resolveu desculpar-se pelos seus banhos demorados: “Eu sei que não deveria, mas não resisto.”
Solidário ao companheiro, aconselhei que poderia aliviar sua consciência trocando seu costumeiro bife suculento do jantar por um prato vegetariano.
Newsweek Green Rankings 2011
A revista Newsweek publicou hoje sua edição especial com o Newsweek Green Ranking 2011, uma lista classificatória em desempenho ambiental das 500 maiores companhias de capital aberto dos EUA e este ano ampliado para listar também as 500 maiores empresas do mundo.
Engajamento do Público Interno
Nossos clientes e amigos, da PepsiCo South America Foods, lançaram uma interessante campanha para promover o engajamento, de seus colaboradores e público interno, em um estilo de vida mais sustentável, através de uma gincana inusitada. Convidaram os 20 mil funcionários dos sete países a participar desta gincana contando seu caso pessoal de sustentabilidade. A ideia era multiplicar as boas práticas ambientais que cada funcionário aplica em sua vida pessoal, para mostrar que cada pessoa é protagonista de mudanças que podem beneficiar todo o planeta.
Emissões globais batem um triste recorde.
As emissões de CO2 derivadas das atividades humanas levam os níveis de concentração deste gás na atmosfera a um recorde indigno de comemoração, 388.15 partes por milhão em agosto deste ano. (Fonte: Earth Systems Research Laboratory - ESRL / National Oceanic and Atmospheric Administration -NOAA)
Cidades Sustentáveis
A EcosSistemas inicia seu programa para a Sustentabilidade Urbana. Baseado nos conceitos da Pegada Ecológica, ferramenta que mede a quantidade de recursos naturais renováveis consumidos por uma população e a capacidade dos ecossistemas em prover estes mesmos recursos, tem por objetivo diminuir os impactos das cidades e de seus habitantes no planeta.
Entendendo os hábitos de consumo, transporte e dinâmica ambiental, podemos auxiliar na criação de políticas públicas, movimentos sociais e educacionais para a transformação da sociedade.
Iniciamos este novo programa com um projeto piloto na capital do Mato Grosso do Sul, Campo Grande, e com seus 755 mil habitantes, para o desenvolvimento da metodologia a ser aplicada futuramente em outras cidades brasileiras e latino americanas. Este primeiro projeto se desenvolve através de uma parceria entre a EcosSistemas, WWF Brasil, Global Footprint Network, Governo Municipal e Estadual, Universidades e Organizações Não Governamentais.
Pretendemos fazer com que a Pegada Ecológica seja também uma ferramenta de gestão municipal para a sustentabilidade urbana, para auxiliar na tomada de decisões e alocação de recursos. Transporte de massas limpo e eficiente, mobilidade, consumo consciente, desenvolvimento econômico sustentável regional, agricultura urbana e de abastecimento e construções ecológicas são alguns dos focos para a busca da sustentabilidade nas cidades.
Os números da Mudança
Os operadores do mercado de Créditos de Carbono começam a comemorar o reaquecimento das operações e aumento da demanda e, conseqüentemente, dos preços praticados depois da pior fase da crise financeira que abalou o mundo.
Cotações recentes de 15,30 euros (27/05/09) demonstram essa recuperação, depois dos nove euros praticados em fevereiro desse ano, mas ainda bem longe dos trinta e um euros de agosto do ano passado.
Publicações dos relatórios da SBI Reports estimam o que o mercado de carbono movimentou, em 2008, cerca de 126 bilhões de dólares, correspondentes a 4,8 bilhões de toneladas de CO2, um crescimento de 61% em relação ao ano de 2007. Também prevê um encolhimento para 81 bilhões de dólares para o ano de 2009 embora apontem um crescimento para 669 bilhões de dólares em 2013.
Porém, novos indicadores apresentam números que desmerecem comemoração.
Novas normas sobre produtos orgânicos.
A primeira, em conjunto com o Ministério do Meio Ambiente, é a Instrução Normativa Conjunta n˚ 17, que aprova normas técnicas para a obtenção de produtos orgânicos oriundos do extrativismo sustentável orgânico. Ela aplica-se exclusivamente aos produtos não madeireiros de origem vegetal ou fúngica que tenham como objetivo a sua identificação como produto orgânico.
O Manejo Extrativista Sustentável Orgânico deve adotar práticas que atendam aos seguintes princípios gerais:
- conservação dos recursos naturais;
- manutenção da estrutura dos ecossistemas e suas funções;
- manutenção da diversidade biológica;
- desenvolvimento socioeconômico e ambiental local e regional;
- respeito à singularidade cultural dos povos e comunidades tradicionais e agricultores familiares; e
- destinação adequada dos resíduos de produção, buscando ao máximo o seu aproveitamento.
