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Marina

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URL do Website: http://www.ecossistemas.net

A FAO (Food and Agriculture Organization of the United States) publicou, no último dia 28 de novembro, um novo relatório intitulado State of the World’s Land and Water Resources for Food and Agriculture (SOLAW), no qual trata do antigo e presente dilema: produção de alimentos X conservação dos recursos naturais.

O relatório traz números, mapas e outras informações sobre o estado de degradação dos solos, das águas e da biodiversidade, a relação desta degradação com a forma que adotamos de fazer agricultura nos últimos 50 anos e aponta para medidas necessárias.

 

A cada dia que passa as corporações são mais e mais pressionadas a informarem seus acionistas, o mercado como um todo e a sociedade em geral sobre a situação e a gestão da sustentabilidade de suas ações e produtos.

Contudo ainda há muita dificuldade e resistência de gerar informação que reflita a complexidade da sustentabilidade de forma integrada. O que isso quer dizer? Quer dizer que é comum que as empresas apresentem informações sobre suas ações, impactos e medidas de mitigação com relação a temática socioambiental e, separadamente, gerem informações sobre os resultados econômicos de suas operações, como se estas variáveis não tivessem uma relação extremamente dialógica em que as ações na esfera socioambiental tem influência nos resultados econômicos e vice-versa.

Seg, 26 de Setembro de 2011 11:55

Os (agro)ecossistemas e os serviços ambientais

Às relações entre organismos vivos, e as relações destes organismos com seu meio ambiente, damos o nome de Ecossistema. Dito de outra forma, um ecossistema é um conjunto de comunidades interagindo entre si, e agindo sobre e/ou sofrendo ações dos fatores chamados de "abióticos", como o vento, água, sol, gelo.

Como exemplos clássicos de ecossistemas temos os ecossistemas terrestres, como a Amazônia, a Caatinga, os Campos e o Cerrado. Aqui é importante enfatizar a diferença entre ecossistema e bioma: Bioma é uma grande área de vida formada por um complexo de habitats e comunidades; ou seja, apenas o meio físico (área), sem as interações. Exemplos: Bioma Cerrado, Bioma Mata-Atlântica.

 

Realizamos entre o dia 13 e 15 de julho o 1º Treinamento de Consultores da ecosSISTEMAS. Os conteúdos abordados foram: os aspectos sociais do padrão FSC, com enfoque específico nas questões referentes ao relacionamento dos empreendimentos florestais com a comunidade com que se relaciona (apresentado pela socióloga Ana Cristina Nobre), os padrões FSC de cadeia de custódia (apresentado pela engenheira florestal Nicole Gobeth) e o padrão de certificação BONSUCRO, voltado à certificação socioambiental do açúcar e etanol de cana-de-açúcar (apresentado pela engenheira agrônoma Marina Guyot).

Recentemente foi publicado um artigo da ONG Repórter Brasil sobre a certificação de empresas exportadoras de etanol, que explorou diversos pontos que valem a pena serem discutidos.

Um deles é o fato de que a certificação é um mecanismo de valoração do produto ou de entrada em algum mercado específico adotado por um número sempre reduzido de instituições, o que faz com a certificação tenha possibilidades de impacto positivo limitadas.

Desta forma, é verdadeira a afirmação do autor do artigo referido de que a certificação por si só não elevará o nível socioambiental do setor como um todo, mas apenas de uma pequena parcela dentro da já pequena parcela de empresas que exportam seu etanol.

 

No dia 23 de setembro de 2010, ano da biodiversidade e entrada da primavera, realizou-se em São Paulo o Seminário “Conservação e Uso Sustentável da Biodiversidade –
Lançamento da Carta empresarial”. O evento foi organizado pelo Movimento Empresarial pela Biodiversidade junto a diversas instituições parceiras, articuladas pelo Instituto Ethos, com o apoio da Revista Valor Econômico.

 

Sáb, 18 de Setembro de 2010 16:27

Etanol Sustentável

AS NORMATIVAS EUROPÉIAS E AS OPORTUNIDADES PARA O SETOR SUCRO ENERGÉTICO NO BRASIL

Quando falamos em sustentabilidade, uma das principais questões que nos vêm à mente é a questão da substituição das fontes de energia fóssil por fontes de energia renovável, pois estas, além de poderem se sustentar ou continuarem a existir ao longo do tempo, diferentemente da energia fóssil, também apresentam emissões de GHG (Greenhouse Gases, também conhecidos com gases do efeito estufa) muito menores que o combustível fóssil, o que nos ajuda na corrida contra o tempo que virou o combate à realidade das mudanças climáticas que já afeta a todos.

Atualmente, graças ao desenvolvimento da pesquisa e da tecnologia, contamos com diferentes opções de energia renovável. As principais opções adotadas são a energia eólica, a energia solar, a energia hidráulica e a energia derivada de biomassa. Dentre estas, a energia derivada de biomassa é a energia que vêm sendo utilizada para a substituição do combustível fóssil utilizado em grande parte dos meios de transporte do mundo. Esta energia pode ser obtida através de diferentes espécies de planta agrícolas, como o milho, a soja, a palma e a cana-de-açúcar.

 

O etanol, biocombustível derivado da cana-de-açúcar, é o biocombustível que apresenta melhor eficiência quanto à sustentabilidade na substituição da gasolina, ou seja, comparando-o a outros biocombustíveis, derivados de outras espécies, o etanol é o biocombustível que apresenta melhor performance quanto à sustentabilidade, especialmente no que se refere à emissões  de GHG.

Por este motivo o Brasil, como grande e experiente produtor de etanol, já se encontra em posição favorável no que diz respeito a suprir a demanda mundial crescente por biocombustíveis para a substituição dos combustíveis fosseis. É importante destacar que esta demanda, não é uma demanda espontânea, mas sim uma demanda vinculada a obrigações legais derivadas dos compromissos assumidos pelos países na redução de suas emissões de GHG.

Todavia a demanda, não é simplesmente pelo produto que tenha as menores emissões de GHG e seja produzido em larga escala, como é o etanol, mas a demanda crescente, especialmente no mercado europeu, é que este produto tenha um desempenho sustentável em todo o seu processo de produção e escoamento, ou seja, do plantio da espécie utilizada até a “bomba que abastece os carros europeus”.

E neste caso o que seria a “sustentabilidade em todo seu processo de produção e escoamento”? Bom, esta sustentabilidade inclui o balanço das emissões de GHG em todo o processo, mas vai além. Para atestar a esta sustentabilidade são avaliados aspectos sociais e ambientais nas unidades produtivas de matéria prima, como: o atendimento a legislação (trabalhista, saúde e segurança, código florestal, etc), o não desmatamento e recomposição de áreas de conservação, a utilização de boas práticas agrícolas e o bom relacionamento com as partes interessadas.

 Na prática, sabemos que cumprir com 100% de tudo isso, especialmente no Brasil, não é tarefa fácil, mas é possível e a realidade demonstra que já existem empresas “em dia” com estas questões.

De toda forma, a pergunta que sempre se segue a esta breve apresentação do tema é:

- E quanto o mercado europeu esta disposto a pagar a mais por este etanol sustentável?

A resposta ainda está coberta por uma nuvem, mas uma coisa é certa, uma vez que a exigência por comprovação de sustentabilidade virou lei na comunidade européia (Renewable Energy Directive) é apenas uma questão de tempo para que o biocombustível sustentável demandado seja valorizado.

E ainda que as exigências possam ser vistas como barreiras não tarifárias para o etanol brasileiro, podemos ter certeza que a comprovação da origem sustentável é uma tendência do mercado e algo com que não podemos voltar atrás.

Assim as empresas que apresentarem desempenho socioambiental superior já podem enxergar estas normativas como oportunidades de diferenciação e vantagem de mercado.

Uma vez que a própria indústria sucroalcooleira no mundo todo está apoiando a normatização de boas práticas através da norma BSI – Better Sugarcane Initiative, fica claro que num futuro bem próximo não haverá espaço para empresas que queiram manter suas velhas práticas de gestão , planejamento e produção indiferentes às exigências ambientais e sociais.

Na prática, sabemos que cumprir com 100% de tudo isso, especialmente no Brasil, não é tarefa fácil, mas é possível e a realidade demonstra que já existem empresas “em dia” com estas questões.

AS NORMATIVAS EUROPÉIAS E AS OPORTUNIDADES PARA O SETOR SUCO ENERGÉTICO NO BRASIL

Qui, 16 de Setembro de 2010 15:27

Verdade Desconhecida

Todos diferentemente iguais

Inventamos distintos entendimentos de mundo

Buscamos repostas por caminhos singulares

Atrás das mesmas perguntas


Todos igualmente diferentes

Queremos nossa busca respeitada

O quente das nossas vidas valorizado


Esta diversidade de saberes é o ouro

Nossa verdade desconhecida


Quem buscou ouvir o ouro

Ficou dias sem ter o que dizer


O diferente quando se soma

Encanta de tanta verdade